Com as mesmas preocupações dos poetas da década de 30, encontramos autores como:

    Rachel de Queiroz

    Primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.

  • Começou sua carreira como jornalista escrevendo crônicas e poemas;

  • História de um Nome(1927) primeiro romance, publicado sob a forma de folhetim;

  • Temáticas sociais (sua gente, sua terra, as secas);

  • Análise psicológica;

  • Linguagem fluente e diálogos fáceis;

  • Regionalismo;

  • Narrativa dinâmica.

    Jorge Amado

    Obra dividida em duas fases:

    Primeira:

  • Iniciada com o romance O país do carnaval(1931);

  • Forte conteúdo político, denúncia de injustiças sociais;

  • Caráter panfletário, tendencioso às obras aí incluídas;

  • O esquematismo psicológico: Divisão do mundo em heróis (marginais, vagabundos, operários, prostitutas, meninos abandonados, marinheiros etc.) e vilões (a burguesia urbana e os proprietários rurais);

  • Terras do sem-fim(1942) = exceção entre os romances da primeira fase; constituindo uma das obras-primas do autor.

    Segunda:

  • Inicia-se com a publicação de Gabriela, cravo e canela(1958);

  • Foge do panfletarismo e esquematismo psicológico;

  • constrói seus romances com elementos folclóricos e populares: costumes afro-brasileiros, comida típica, candomblé, terreiros, capoeira etc;

  • mundo dos marginalizados = mundo feliz

  • Insiste nos mesmos esquemas, forma uma “receita”.

Erico Verissimo

OBRAS DO AUTOR

a. Primeira Fase

As primeiras edições dos livros de Erico alcançam vendagem altíssima para a época. “Olhai os Lírios do Campo” atingiu 216.500 exemplares em 1938. Erico também conquistou prêmios nacionais com “Caminhos Cruzados” e “Música ao Longe”. As obras localizam-se no espaço urbano, especialmente em Porto Alegre.

Fantoches

Primeira obra do escritor, reunindo vários contos, 1932

Clarissa
Romance urbano que conta a história de uma adolescente que vai estudar em Porto Alegre, 1933

Caminhos Cruzados

Novo romance urbano, que conta uma história coletiva, fazendo uma abordagem crítica da sociedade brasileira contemporânea, 1935

Música ao Longe

Romance sobre a professora Clarissa, apaixonada por seu primo Vasco.

O título do livro remete aos sentimentos de Clarissa, que são como uma “música ao longe”, pois ela não tem certeza se são mesmo verdadeiros. Os dois personagens, apesar do parentesco, vivem em mundos diferentes, 1936

Um Lugar ao Sol

Romance que reúne vários personagens, como Clarissa e Vasco, Amaro, Fernanda e Noel, de seu livro anterior. Narra suas lutas pela sobrevivência na cidade e critica as tradições políticas do interior do Rio Grande do Sul, 1936

Olhai os Lírios do Campo
Romance que conta a história de Eugênio, um rapaz pobre que luta para formar-se em medicina e se apaixona pela colega, Olivia. Mas abandona a moça para casar-se com Eunice, que vive em confortável situação financeira. Mais tarde descobre o grande erro que cometeu, 1938

b. Segunda Fase

Erico atinge suprema maturidade de escritor com “O Tempo e o Vento”, que o consagraria como o grande escritor do Rio Grande do Sul e do Brasil. A trilogia reproduz um painel da formação do Estado e do gaúcho.

O Tempo e o Vento (1ª parte)

O Continente – Primeira parte da trilogia. A narrativa inicia com o cerco dos maragatos ao Sobrado dos Cambará e revela como os homens colocavam a guerra acima da família. A obra se desenvolve com idas e vindas no tempo, para explicar a origem das famílias Terra e Cambará. Há um movimento cíclico, que passa pela sucessão de gerações das duas famílias, como um retrato da formação étnica e cultural do Rio Grande do Sul, 1949.

O Tempo e o Vento (2ª parte)

O Retrato – Passa-se entre 1909 e 1914 e narra os primeiros anos de Rodrigo Terra Cambará. A obra segue intercalando períodos de tempo e os personagens traçam as principais linhas de formação da sociedade rio-grandense, 1951.

O Tempo e o Vento (3ª parte)

O Arquipélago – Última parte da trilogia, foi escrito em três volumes entre os anos de 1960 e 1962. A narrativa percorre mais 20 anos de história. Vai dos conflitos pela manutenção do poder à queda definitiva d
a ditadura Vargas. Acompanha a vida de Rodrigo Terra Cambará, focando especialmente seu filho Floriano, e vai até a redemocratização em 1945. Os tempos intercalados completam um ciclo no final do terceiro volume, quando Floriano se prepara para escrever um livro baseado na vida de seus ancestrais, 1961 e 1962.

    c. Terceira Fase

Influenciado pelo ambiente criado pela ditadura que marcava o Brasil de Vargas, Erico propõe uma crítica ao regime totalitário que valoriza a instituição em detrimento do homem.

O Senhor Embaixador

A ação se desenvolve paralelamente em Washington e na República de Sacramento. O tema central da história é a perda da liberdade individual, sufocada pela violência característica do mundo, 1965.

Incidente em Antares

Romance político em que o autor narra as disputas políticas pelo poder. Desta vez o cenário é a fictícia Antares, situada às margens do rio Uruguai. Ali ocorre um incidente: sete cadáveres deixam de ser enterrados devido a uma greve de coveiros. Eles saem de seus caixões para reclamar o direto ao descanso eterno. É uma crítica à sociedade, aos conceitos de honra e à exploração econômica, 1971.

Solo de Clarineta I

Livro de memórias em dois volumes. No primeiro, todo escrito por Erico, o escritor olha no espelho e reflete sobre si mesmo e sua família. Conta várias histórias, fala de sentimentos, revela posições, mostra a cidade natal, Cruz Alta, e a família que construiu com Mafalda, 1973.

Solo de Clarineta II
Lançada postumamente, a obra foi interrompida pela morte de Erico. Coube ao professor de Literatura Flávio Loureiro Chaves a missão de concluí-la, 1976.

José Lins Do Rego

José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em Pilar (PB), 1901 e faleceu no Rio de Janeiro em 1957. De família ligada à produção açucareira, criou-se no engenho do avô, fato que iria influenciar a sua obra. Formou-se em Direito, no Recife, e foi promotor em Minas Gerais. Exerceu como funcionário do Ministério da Fazenda, o cargo fiscal de bancos, em Maceió, onde conviveu com Graciliano Ramos, Raquel de Queiróz e Jorge Lima. Em 1935, fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1953, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.


OBRAS: Menino de Engenho (1932); Doidinho (1933); Bangüê (1934); O moleque Ricardo (1935); Usina (1936); Pureza (1937); Pedra Bonita (1938); Riacho Doce (1939); Água-mãe (1941); Fogo morto (1943); Eurídice (1947); Cangaceiros (1953).

CARACTERÍSTICAS DA OBRA


Segundo o próprio autor, sua obra de ficção pode ser dividida em:


a)
Ciclo da cana-de-açúcar: Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Usina e Fogo morto;


b)
Ciclo do cangaço: do misticismo e da seca: Pedra Bonita e Cangaceiros;


c)
Obras independentes: O moleque Ricardo, Pureza e Riacho Doce (que de algum modo associam-se aos ciclos anteriores).

As obras do chamado “ciclo da cana-de açúcar” são as mais importantes, destacando-se em Fogo Morto. Nelas, o autor procura retratar o início da decadência dos senhores de engenho, o advento da usina-de-açúcar, com seus métodos modernos de produção, e a formação de uma nova estrutura econômica e social na região açucareira do Nordeste.

As características marcantes desse ciclo são: o memorialismo, a visão de mundo sob a ótica do senhor de engenho, a linguagem espontânea e certa consciência crítica em relação à miséria e ao subdesenvolvimento do Nordeste.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: